“Não Ultrapasse! Somente Pessoal
Autorizado.”
Estes eram os dizeres na placa, presa
a grade de alumínio que cercava um vasto descampado, onde um dia funcionou uma
base militar, mas que, atualmente, mesmo ainda pertencendo aos militares, se
encontrava desativada. Ao lado dessa placa havia outra, muito menos formal,
maior e redigida de forma tosca, como se de fabricação caseira. Nela havia o
desenho simplório de um disco voador e também os dizeres “Área de pouso de
OVNIs”. Nela também se podiam ver algumas assinaturas feitas com diversas cores
de canetas e algumas frases do tipo “E.T. Phone Home” ou “Que a Força Esteja
Com Você”.
Além da grade, cortada e arregaçada,
um ou dois quilômetros à frente no campo, ecoava o belo som de um violão solitário
que, no entanto, estava sendo interferido por uma desafinada e rouca voz.
- Prefiro ser... Essa metamorfose
ambulante... Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...
Sentados sobre a grama estavam dois
sujeitos, um que tocava o violão e o outro que o desatinava com seu canto. Seus
jeans batidos, rasgados e até um pouco sujos, mostravam que os dois não se
importavam muito com a aparência ou com posses, porém seus cortes de cabelo
lhes permitiam se diferenciar das demais pessoas da sociedade. Ambos tinham
cabelos longos, sendo que um deles, negro, o usava em estilo rastafári, e o
outro, caucasiano, o tinha bem liso e louro, cobrindo parcialmente seu rosto,
onde usava uns pequenos óculos redondos de lentes alaranjadas e uma densa,
longa e embaraçada barba. Em seus olhos avermelhados, irritados, era possível
perceber o que eles faziam ali, no meio do nada, além de cantar e tocar.
- Que brisa é essa, cara? – Disse o
negro, parando de cantar.
O amigo, que olhava atento para o
braço do violão, tentando não errar os acordes, interrompeu a melodia e
levantou a cabeça, para olhar na direção que o outro apontava.
Rompendo o céu, uma vistosa bola de
fogo se aproximava da Terra em alta velocidade. A onda de choque gerada quando
ela finalmente atingiu o solo, fez com que os dois fossem derrubados de costas
e rolassem alguns metros no chão.
- O que foi aquilo, cara?
- São Aliens, cara. Aliens de verdade,
prontos pra dominar o planeta e devorar toda a raça humana.
- E agora, o que a gente faz?
- Vamos lá ver, ué.
Curiosos e ao mesmo tempo apreensivos,
os dois de aproximaram do Delta atolado em meio em um pequeno monte de terra,
que havia sido arrastada pela nave, deixando um grande rastro por onde ela
havia passado, movida pela inércia da queda.
Quando o cockpit da nave, com a sonora
liberação de gases da descompressão, foi aberto, o dono do violão logo o
levantou por cima dos ombros, como se ameaçasse usá-lo como arma para espancar
qualquer um que saísse da nave.
- Viemos em paz. – Disse Jonathan,
levantando as mãos na altura do peito ao ver a posição ofensiva do jovem
hippie.
- Você não tinha nada mais criativo
pra dizer não? – Cochichou Giovanni, contemplando as duas figuras a sua frente.
O hippie negro, menos preocupado após
ver a fisionomia humana dos extraterrestres, começou a caminhar em direção a
eles.
- O que você tá fazendo? Eles vão
desintegrar a gente. – Censurou o do violão.
- Eles são gente como a gente.
- Vai devagar, pode ser um disfarce.
Eu li que alguns ETs podem se transformar em humanos, cara. Temos que ser
amigáveis.
Lentamente os dois foram se
aproximando de Jonathan e Giovanni, que mesmo ainda desconfiados da intenção
dos habitantes da Terra, também começaram a caminhar em direção a eles.
- Mim Dió... Ele Xeren. – Disse, ainda
empunhando o violão, o de cabelos lisos.
- Eles falam a nossa língua, cara. –
Cochichou o de rastafári. – Solta esse violão. Você tá assustando eles.
- Dá alguma coisa pra eles. Pra fazer
amizade.
Giovanni e Jonathan apenas observavam
a conduta incomum dos dois hippies. Estranhavam a forma como se comunicavam,
falando um com o outro sobre eles, em sua presença, mas como se não estivessem
ouvindo.
Enquanto o violeiro baixava lentamente
seu violão, o outro tirou do bolso uma amassada ponta de baseado, acendeu-a e
ofereceu aos extraterrestres sem nada dizer, só levantando-a aos olhos de
Giovanni.
- O que é isso? – Perguntou Giovanni
ao estender a mão para pegar o presente oferecido e... – Ouch! – Queimar a
ponta dos dedos.
- Oh, me desculpe, senhor ET. – Preocupou-se
Xeren. – Isso é maconha, cara. Drogas.
- É assim que se faz, olha. – Dió
tomou o pequeno cigarro da mão de Xeren e começou a apresentar o passo a passo
para fumá-lo. – Você acende, puxa, prende... – E com a voz rouca, sem soltar o
ar dos pulmões, concluiu o que dizia. – E depois passa.
- Drogas? – Estranhou Jonathan. – Mas
não estamos doentes.
O consumo de entorpecentes foi
completamente extinto da cultura humana após o embarque nas estações espaciais,
fazendo do álcool a única substancia lícita, porém de difícil acesso, capaz de
alterar o nível de consciência dos homens.
Os dois hippies riram com o
questionamento de Jonathan.
- Isso num é remédio não, cara. –
Disse Xeren.
- Na verdade, dizem que funciona
exatamente ao contrário. – Completou Dió. E os dois gargalharam
simultaneamente. – Toma, experimenta.
A primeira tragada de Jonathan foi
seguida de uma tosse tão forte que fez seus olhos lacrimejarem e os dois
hippies gargalharem.
- Os ETs são caretas, cara!
Mas as subsequentes vieram com uma
indescritível sensação de leveza. Aos poucos Jonathan e Giovanni foram tomados
pelo efeito dessa nova substância. Enquanto Giovanni se encantava com o rastro
deixado no ar por sua mão ao passá-la em frente aos seus olhos, Jonathan se
divertia com a sensação de nunca mais poder desfazer o sorriso em seu rosto.
- Não acredito! – Exclamou Giovanni de
repente, chamando a atenção de todos. Havia acabado de notar algo que até então
não havia dado atenção. – Nós viajamos no tempo, Jat!
- E daí, irmão? Era o previsto, não? –
Jonathan estranhou a atitude do amigo.
- Podíamos ter voltado quanto tempo
quiséssemos! Se tivéssemos voltado alguns aninhos mais... – E apontando pra
camiseta de Xeren, que, apesar de já desbotada e com alguns furos, exibia em
sua estampa, além de uma cômica caricatura de Janis Joplin e Jimi Hendrix
abraçados, a frase “Woodstock Music & Art Fair”, concluiu expressivamente
frustrado e fazendo com que os outros três caíssem na gargalhada. – Teríamos
ido a Woodstock!
Quase que imperceptivelmente o Sol se
pôs, transformando aquela ensolarada tarde em uma agradável noite estrelada e
assim, gargalhando de assuntos banais e cantando, ao som do violão, antigos
clássicos do Rock´n Roll, em torno de uma fogueira improvisada, os dois
viajantes do espaço passaram sua primeira noite na Terra.
...
A Terra em que Jonathan e Giovanni
estavam agora, de forma alguma se assemelhava ao que outrora conheceram como o Lixo.
Aquele céu constantemente avermelhado que cobria, como a uma estufa, o árido
solo, jamais poderia ser comparado ao manto estrelado que se estendia sobre o
verde campo gramado sobre o qual passavam aquela noite. Mas foi ao amanhecer
que puderam contemplar o mais belo fenômeno natural, que, antes, jamais tiveram
oportunidade de presenciar. Um fenômeno que para Dió e Xeren, habitantes da
Terra, é comum e ignorável, mas que para Jonathan e Giovanni era algo divino e
impossível de ser recriado por qualquer tecnologia humana.
Com um indescritível degrade de
vermelho, o Sol se levantava no horizonte, tingindo de azul o antes negro céu
estrelado. Com ele, as nuvens se tornaram brancas como o algodão e o verde da
grama se clareou, revelando as múltiplas cores das flores, antes ocultas pela
escuridão da noite. O espetáculo ainda havia de se completar com a trilha
sonora composta pelo cantar dos pássaros despertos pelo clarear do dia.
- Isso é fantástico! – Maravilhou-se
Jonathan ao olhar para o horizonte.
- Isso é a natureza, irmãozinho ET. –
Disse Dió, parando para contemplar também a cena que, apesar de já conhecida,
não perderia nunca sua majestade. – Essa é a beleza que os homens não dão
valor.
- Tirem seus sapatos. – Continuou Xeren.
– Essa sensação vocês nunca mais vão esquecer.
E de fato, a sensação sublime
proporcionada pela grama fria, molhada pelo sereno da noite, sob seus pés,
seria inesquecível. Infelizmente, todo o bem estar causado por essas
maravilhosas sensações foi repentinamente substituído pela tristeza, enraizada
no fundo do coração de Jonathan. Pensava em Helena e em como ele gostaria que ela
pudesse sentir e viver tudo aquilo junto a ele. Caminhando lentamente sobre a
grama molhada, Jonathan se afastou do grupo e, a sombra de uma solitária árvore
de alta e larga copa, sentou-se. Ali, sozinho com seus próprios pensamentos e mágoas,
que até então não tivera oportunidade de expressar, durante um tempo que nem
ele mesmo seria capaz de mensurar e, até que com um fraterno abraço Giovanni
viesse se solidarizar à sua dor, ele chorou.
...
A queda violenta na Terra danificou
parcialmente a fuselagem do Delta, que, para proceder com a viagem de volta a
Estação 2000, fatalmente precisaria de reparos. Felizmente para Jonathan e
Giovanni, os quatro meses que tinham antes do ataque ao planeta seriam mais do
que suficientes para a execução dos consertos e também para que se afastassem
da Terra, antes de finalmente ativar o Cronos, para voltarem ao seu ponto
original no tempo. Para que pudessem realizar as devidas manutenções na nave, a
deslocaram do campo onde pousaram até um celeiro, na fazenda onde vivia a
comunidade hippie a qual pertenciam Dió e Xeren. O celeiro era realmente muito
espaçoso e pouquíssimo visitado pelos integrantes da comunidade, sendo o lugar
ideal para abrigar a nave e escondê-la dos olhos curiosos dos não prontos para
aceitar a situação. Ali os viajantes do espaço também dispunham de ferramentas
que, apesar de rústicas, seriam essenciais para suceder com os reparos.
- Jat, acho que devemos contar a eles
sobre o ataque. – Dizia Giovanni, enquanto martelava um pedaço de metal. – É um
planeta totalmente diferente do que pensávamos, ainda pode se recuperar. Os
humanos são tolos e irresponsáveis, mas seria injusto deixá-los morrer sem nem
mesmo terem chance de se salvar.
Jonathan não respondeu, mas no seu
íntimo concordava com Giovanni. As belezas que pudera comprovar até aquele
momento contradiziam qualquer imagem anterior que ele tivesse da Terra, e ele
sabia também que os que pretendiam dominá-las não as respeitariam mais do que
os ignorantes humanos que na Terra viviam.
- Ei Jat, pode me acompanhar até a
horta? – Era Dió, que chegara ao celeiro, já empurrando a grande porta de
madeira e gritando. Em uma de suas mãos trazia, seguros pelas rédeas, dois
cavalos marrons. – Preciso de ajuda pra carregar os grãos e tá todo mundo
ocupado.
- Claro. – Respondeu Jonathan,
prontamente.
Cavalgar era mais uma entre tantas
atividades rotineiras, naquela fazenda, que encantavam Jonathan. A sensação de paz
que sentia quando a leve brisa tocava seu rosto era indescritível. Às vezes lembrava-se
dos animais do Éden e de sua liberdade privada, confinados aos seus restritivos
cárceres de habitat simulado, sentia pena deles, mas logo se revigorava ao
perceber as largas passadas do belíssimo animal que lhe servia de montaria.
- Está gostando da nossa comunidade,
Jat? – Perguntou Dió, ao chegarem à plantação. – Veja como tudo aqui é lindo. A
Mãe Terra nos dá o alimento e nós retribuímos com as sementes para que ela
continue sempre florescendo.
- É realmente muito bonito. – Jonathan
baixou a cabeça, desviando o olhar, ao responder o, apesar de conhecido há
pouco tempo, amigo.
As palavras de Dió perfuravam as
entranhas de Jonathan. Saber que tudo aquilo, inclusive os seres humanos,
poderia ser destruído pelos futuros invasores, começava a lhe pesar como uma enorme
responsabilidade.
- A Terra será atacada daqui a três
meses. – Disse Jonathan, acatando a sugestão de Giovanni. – Uma nave virá e
dominará o planeta. A raça humana será provavelmente morta ou escravizada.
- Se essa for a vontade superior, que
assim seja então. Nós não lutamos, cara. Aqui a paz é a lei. Só matamos o que
comemos.
- Mas precisamos ao menos avisar os
líderes do planeta.
- Ninguém acreditaria em vocês. Eu vi
vocês chegarem e ainda num acredito. Além do mais, vocês são Aliens, cara, se o
governo souber disso vão levar vocês pra estudos e vocês num vão nem ter tempo
de contar sua história.
Jonathan logo se lembrou do que contou
o estranho habitante da Estação 3000, sobre um dos seus semelhantes que havia
perdido a vida durante uma missão na Terra, mas sua reflexão foi repentinamente
interrompida por um estrondo alto e perturbador, que ele jamais ouvira antes.
- O que é isso?
- É um trovão, cara. Me ajuda aqui com
esses sacos que tá vindo uma chuva brava. – Respondeu Dió, jogando uma pesada
saca de grãos sobre o lombo de um dos cavalos e depois apontando pra uma nuvem
muito escura que se aproximava no horizonte. – Você já viu a chuva?[1]
Como que numa enxurrada de pensamentos
inundando sua mente, um antigo clássico do rock´n roll, de sua banda favorita e
qual rendera o nome de sua antiga nave, fez mais sentido do que nunca para
Jonathan.
- A chuva! – Proclamou para si mesmo,
erguendo as mãos para sentir as primeiras gotas geladas que tocavam sua pele ao
cair do céu. Mais uma nova sensação dentre as tantas que ele jamais esqueceria.
...
Os simples reparos na fuselagem da
nave se estenderam durante os dias, semanas e meses que passavam, e a motivação
para concluí-los e fugir era gradualmente substituída pelo prazer proporcionado
pelos trabalhos cotidianos na comunidade, como o plantio e o tratamento dos
animais. As diferentes experiências que cada novo dia proporcionava faziam com
que cada vez menos tempo fosse despendido na execução do plano inicial de
Jonathan e Giovanni.
Pouco menos de um mês antes da data
prevista para o ataque, em uma das poucas tardes em que eles optaram por
trabalhar, auxiliados por Dió e Xeren, no conserto do Delta, uma jovem e
atraente hippie, loira de cabelos bem longos e lisos, olhos claros, usando
roupas coloridas e uma grande flor no cabelo, adentrou, afoita, o celeiro.
- Ágata! – Exclamou Xeren, correndo em
direção a garota e em seguida abraçando-a e beijando sua boca.
Ágata era a namorada de Xeren, e uma
das poucas pessoas na comunidade que sabia sobre o segredo dos extraterrestres.
- Estão querendo derrubar o Baobá. –
Disse ela em prantos.
Xeren abraçou-a mais forte,
confortando-a.
- Nossa comunidade não vai permitir
que esse crime aconteça!
O Baobá, como Ágata havia se referido
a ele, era uma árvore, mas não qualquer árvore, era simplesmente a mais valha
da cidade, com 350 anos, e também a de tronco mais grosso, medindo cerca de
quinze metros de diâmetro.
A comunidade hippie já estava em
estado de alerta há algum tempo, desde que foi anunciada a abertura de uma nova
estrada, justamente através do bosque onde o Baobá se encontrava, e
inevitavelmente o dia da derrubada chegou. Uma comitiva de madeireiros,
juntamente com suas grandes máquinas, adentrou o bosque e já iniciavam os
preparativos para enfrentar a imponente árvore quando, unidos, todos os integrantes
da comunidade e também Jonathan e Giovanni, que muito se interessavam nas
atividades relacionadas à natureza, deram as mão, formando um enorme circulo de
pessoas em torno da árvore, e entre ela e os madeireiros.
A atitude corajosa daquelas pessoas
atraiu uma série de repórteres e também famosas organizações que defendiam a
preservação dos recursos naturais do planeta. Até mesmo os governantes da
cidade e do estado compareceram a manifestação.
O resultado de toda essa movimentação
não podia ser outro senão positivo. Com o decreto dos governantes, os
madeireiros foram obrigados a se retirar e a abertura da estrada foi adiada,
com a promessa de um replanejamento que gerasse menor impacto ao meio ambiente.
Durante o jantar, o orgulho preenchia
o coração de Jonathan e Giovanni. Mesmo sendo este um assunto totalmente
distante do seu plano inicial, a atitude de solidariedade para com o planeta,
que a pouco haviam tomado, lhes engrandecia o ser e lhes dava uma indescritível
sensação de bem-estar. Bem-Estar tal que incentivava a alegre e agitada
conversa a mesa.
- Vocês viram toda aquela gente? –
Comentou Jat.
- Até o governador estava lá! – Completou
Xeren
- Aqueles caras se ferraram legal! –
Continuou Giovanni, fazendo um gesto obsceno com as mãos.
- Amanhã estaremos em todos os
jornais... – Emendou Dió, esticando as mãos como se estampasse no ar o título
de uma manchete. – Hippies salvam árvore centenária!
O jantar daquela noite foi especial. A
vitória da natureza sobre seus agressores era digna de comemoração. A saborosa
comida da fazenda aguçava o paladar de Jonathan e Giovanni. Nunca, em toda sua
vida na Estação 2000, eles haviam experimentado comida tão deliciosa e, muito pelo
contrário, apenas conheciam o alimento sintético distribuído na estação. A
suculenta sobremesa só veio para encerrar, com chave de ouro, aquele dia
especial que, para sempre, ficaria em suas memórias.
Na mesma noite, deitado sobre o catre
improvisado onde dormia, Jonathan olhava pensativo, como se nada visse a sua
frente, em direção ao teto.
- Irmão, tá dormindo? – Perguntou.
- Estava. – Respondeu Giovanni,
despertado do sono leve que antecede a total inconsciência.
- A Terra não deve ser destruída.
Essas pessoas têm boa vontade. São ignorantes, mas se trabalhassem pelo planeta,
acredito que ele poderia ser salvo.
- Em que você está pensando?
- Esses invasores mataram nossas
mulheres. Não merecem ocupar um planeta tão belo.
Giovanni, já entendendo onde Jonathan
chegaria com aquela conversa, levantou e sentou-se, de frente para o amigo, na
beirada de seu catre.
- Temos uma das ogivas deles, talvez
tenhamos uma chance.
- Não temos mais nada a perder... –
Levantando-se também, Jonathan olhou nos olhos de Giovanni e, cumprimentando-o
com um forte aperto de mão, concluiu. – Vamos Lutar!
[1] Você já
viu a chuva é a tradução do inglês para Have you ever seen the rain, música da
banda Creedence Clearwater Revival.
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