quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Capítulo 9 – A Terra


“Não Ultrapasse! Somente Pessoal Autorizado.”
Estes eram os dizeres na placa, presa a grade de alumínio que cercava um vasto descampado, onde um dia funcionou uma base militar, mas que, atualmente, mesmo ainda pertencendo aos militares, se encontrava desativada. Ao lado dessa placa havia outra, muito menos formal, maior e redigida de forma tosca, como se de fabricação caseira. Nela havia o desenho simplório de um disco voador e também os dizeres “Área de pouso de OVNIs”. Nela também se podiam ver algumas assinaturas feitas com diversas cores de canetas e algumas frases do tipo “E.T. Phone Home” ou “Que a Força Esteja Com Você”.
Além da grade, cortada e arregaçada, um ou dois quilômetros à frente no campo, ecoava o belo som de um violão solitário que, no entanto, estava sendo interferido por uma desafinada e rouca voz.
- Prefiro ser... Essa metamorfose ambulante... Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...
Sentados sobre a grama estavam dois sujeitos, um que tocava o violão e o outro que o desatinava com seu canto. Seus jeans batidos, rasgados e até um pouco sujos, mostravam que os dois não se importavam muito com a aparência ou com posses, porém seus cortes de cabelo lhes permitiam se diferenciar das demais pessoas da sociedade. Ambos tinham cabelos longos, sendo que um deles, negro, o usava em estilo rastafári, e o outro, caucasiano, o tinha bem liso e louro, cobrindo parcialmente seu rosto, onde usava uns pequenos óculos redondos de lentes alaranjadas e uma densa, longa e embaraçada barba. Em seus olhos avermelhados, irritados, era possível perceber o que eles faziam ali, no meio do nada, além de cantar e tocar.
- Que brisa é essa, cara? – Disse o negro, parando de cantar.
O amigo, que olhava atento para o braço do violão, tentando não errar os acordes, interrompeu a melodia e levantou a cabeça, para olhar na direção que o outro apontava.
Rompendo o céu, uma vistosa bola de fogo se aproximava da Terra em alta velocidade. A onda de choque gerada quando ela finalmente atingiu o solo, fez com que os dois fossem derrubados de costas e rolassem alguns metros no chão.
- O que foi aquilo, cara?
- São Aliens, cara. Aliens de verdade, prontos pra dominar o planeta e devorar toda a raça humana.
- E agora, o que a gente faz?
- Vamos lá ver, ué.
Curiosos e ao mesmo tempo apreensivos, os dois de aproximaram do Delta atolado em meio em um pequeno monte de terra, que havia sido arrastada pela nave, deixando um grande rastro por onde ela havia passado, movida pela inércia da queda.
Quando o cockpit da nave, com a sonora liberação de gases da descompressão, foi aberto, o dono do violão logo o levantou por cima dos ombros, como se ameaçasse usá-lo como arma para espancar qualquer um que saísse da nave.          
- Viemos em paz. – Disse Jonathan, levantando as mãos na altura do peito ao ver a posição ofensiva do jovem hippie.
- Você não tinha nada mais criativo pra dizer não? – Cochichou Giovanni, contemplando as duas figuras a sua frente.
O hippie negro, menos preocupado após ver a fisionomia humana dos extraterrestres, começou a caminhar em direção a eles.
- O que você tá fazendo? Eles vão desintegrar a gente. – Censurou o do violão.
- Eles são gente como a gente.
- Vai devagar, pode ser um disfarce. Eu li que alguns ETs podem se transformar em humanos, cara. Temos que ser amigáveis.
Lentamente os dois foram se aproximando de Jonathan e Giovanni, que mesmo ainda desconfiados da intenção dos habitantes da Terra, também começaram a caminhar em direção a eles.
- Mim Dió... Ele Xeren. – Disse, ainda empunhando o violão, o de cabelos lisos.
- Eles falam a nossa língua, cara. – Cochichou o de rastafári. – Solta esse violão. Você tá assustando eles.
- Dá alguma coisa pra eles. Pra fazer amizade.
Giovanni e Jonathan apenas observavam a conduta incomum dos dois hippies. Estranhavam a forma como se comunicavam, falando um com o outro sobre eles, em sua presença, mas como se não estivessem ouvindo.
Enquanto o violeiro baixava lentamente seu violão, o outro tirou do bolso uma amassada ponta de baseado, acendeu-a e ofereceu aos extraterrestres sem nada dizer, só levantando-a aos olhos de Giovanni.   
- O que é isso? – Perguntou Giovanni ao estender a mão para pegar o presente oferecido e... – Ouch! – Queimar a ponta dos dedos.
- Oh, me desculpe, senhor ET. – Preocupou-se Xeren. – Isso é maconha, cara. Drogas.
- É assim que se faz, olha. – Dió tomou o pequeno cigarro da mão de Xeren e começou a apresentar o passo a passo para fumá-lo. – Você acende, puxa, prende... – E com a voz rouca, sem soltar o ar dos pulmões, concluiu o que dizia. – E depois passa.
- Drogas? – Estranhou Jonathan. – Mas não estamos doentes.
O consumo de entorpecentes foi completamente extinto da cultura humana após o embarque nas estações espaciais, fazendo do álcool a única substancia lícita, porém de difícil acesso, capaz de alterar o nível de consciência dos homens.
Os dois hippies riram com o questionamento de Jonathan.
- Isso num é remédio não, cara. – Disse Xeren.
- Na verdade, dizem que funciona exatamente ao contrário. – Completou Dió. E os dois gargalharam simultaneamente. – Toma, experimenta.
A primeira tragada de Jonathan foi seguida de uma tosse tão forte que fez seus olhos lacrimejarem e os dois hippies gargalharem.
- Os ETs são caretas, cara!
Mas as subsequentes vieram com uma indescritível sensação de leveza. Aos poucos Jonathan e Giovanni foram tomados pelo efeito dessa nova substância. Enquanto Giovanni se encantava com o rastro deixado no ar por sua mão ao passá-la em frente aos seus olhos, Jonathan se divertia com a sensação de nunca mais poder desfazer o sorriso em seu rosto.
- Não acredito! – Exclamou Giovanni de repente, chamando a atenção de todos. Havia acabado de notar algo que até então não havia dado atenção. – Nós viajamos no tempo, Jat!
- E daí, irmão? Era o previsto, não? – Jonathan estranhou a atitude do amigo.
- Podíamos ter voltado quanto tempo quiséssemos! Se tivéssemos voltado alguns aninhos mais... – E apontando pra camiseta de Xeren, que, apesar de já desbotada e com alguns furos, exibia em sua estampa, além de uma cômica caricatura de Janis Joplin e Jimi Hendrix abraçados, a frase “Woodstock Music & Art Fair”, concluiu expressivamente frustrado e fazendo com que os outros três caíssem na gargalhada. – Teríamos ido a Woodstock!        
Quase que imperceptivelmente o Sol se pôs, transformando aquela ensolarada tarde em uma agradável noite estrelada e assim, gargalhando de assuntos banais e cantando, ao som do violão, antigos clássicos do Rock´n Roll, em torno de uma fogueira improvisada, os dois viajantes do espaço passaram sua primeira noite na Terra.

 ...

A Terra em que Jonathan e Giovanni estavam agora, de forma alguma se assemelhava ao que outrora conheceram como o Lixo. Aquele céu constantemente avermelhado que cobria, como a uma estufa, o árido solo, jamais poderia ser comparado ao manto estrelado que se estendia sobre o verde campo gramado sobre o qual passavam aquela noite. Mas foi ao amanhecer que puderam contemplar o mais belo fenômeno natural, que, antes, jamais tiveram oportunidade de presenciar. Um fenômeno que para Dió e Xeren, habitantes da Terra, é comum e ignorável, mas que para Jonathan e Giovanni era algo divino e impossível de ser recriado por qualquer tecnologia humana.
Com um indescritível degrade de vermelho, o Sol se levantava no horizonte, tingindo de azul o antes negro céu estrelado. Com ele, as nuvens se tornaram brancas como o algodão e o verde da grama se clareou, revelando as múltiplas cores das flores, antes ocultas pela escuridão da noite. O espetáculo ainda havia de se completar com a trilha sonora composta pelo cantar dos pássaros despertos pelo clarear do dia.
- Isso é fantástico! – Maravilhou-se Jonathan ao olhar para o horizonte.
- Isso é a natureza, irmãozinho ET. – Disse Dió, parando para contemplar também a cena que, apesar de já conhecida, não perderia nunca sua majestade. – Essa é a beleza que os homens não dão valor.
- Tirem seus sapatos. – Continuou Xeren. – Essa sensação vocês nunca mais vão esquecer.
E de fato, a sensação sublime proporcionada pela grama fria, molhada pelo sereno da noite, sob seus pés, seria inesquecível. Infelizmente, todo o bem estar causado por essas maravilhosas sensações foi repentinamente substituído pela tristeza, enraizada no fundo do coração de Jonathan. Pensava em Helena e em como ele gostaria que ela pudesse sentir e viver tudo aquilo junto a ele. Caminhando lentamente sobre a grama molhada, Jonathan se afastou do grupo e, a sombra de uma solitária árvore de alta e larga copa, sentou-se. Ali, sozinho com seus próprios pensamentos e mágoas, que até então não tivera oportunidade de expressar, durante um tempo que nem ele mesmo seria capaz de mensurar e, até que com um fraterno abraço Giovanni viesse se solidarizar à sua dor, ele chorou.

...
          
A queda violenta na Terra danificou parcialmente a fuselagem do Delta, que, para proceder com a viagem de volta a Estação 2000, fatalmente precisaria de reparos. Felizmente para Jonathan e Giovanni, os quatro meses que tinham antes do ataque ao planeta seriam mais do que suficientes para a execução dos consertos e também para que se afastassem da Terra, antes de finalmente ativar o Cronos, para voltarem ao seu ponto original no tempo. Para que pudessem realizar as devidas manutenções na nave, a deslocaram do campo onde pousaram até um celeiro, na fazenda onde vivia a comunidade hippie a qual pertenciam Dió e Xeren. O celeiro era realmente muito espaçoso e pouquíssimo visitado pelos integrantes da comunidade, sendo o lugar ideal para abrigar a nave e escondê-la dos olhos curiosos dos não prontos para aceitar a situação. Ali os viajantes do espaço também dispunham de ferramentas que, apesar de rústicas, seriam essenciais para suceder com os reparos.
- Jat, acho que devemos contar a eles sobre o ataque. – Dizia Giovanni, enquanto martelava um pedaço de metal. – É um planeta totalmente diferente do que pensávamos, ainda pode se recuperar. Os humanos são tolos e irresponsáveis, mas seria injusto deixá-los morrer sem nem mesmo terem chance de se salvar.
Jonathan não respondeu, mas no seu íntimo concordava com Giovanni. As belezas que pudera comprovar até aquele momento contradiziam qualquer imagem anterior que ele tivesse da Terra, e ele sabia também que os que pretendiam dominá-las não as respeitariam mais do que os ignorantes humanos que na Terra viviam.
- Ei Jat, pode me acompanhar até a horta? – Era Dió, que chegara ao celeiro, já empurrando a grande porta de madeira e gritando. Em uma de suas mãos trazia, seguros pelas rédeas, dois cavalos marrons. – Preciso de ajuda pra carregar os grãos e tá todo mundo ocupado.
- Claro. – Respondeu Jonathan, prontamente.
Cavalgar era mais uma entre tantas atividades rotineiras, naquela fazenda, que encantavam Jonathan. A sensação de paz que sentia quando a leve brisa tocava seu rosto era indescritível. Às vezes lembrava-se dos animais do Éden e de sua liberdade privada, confinados aos seus restritivos cárceres de habitat simulado, sentia pena deles, mas logo se revigorava ao perceber as largas passadas do belíssimo animal que lhe servia de montaria.
- Está gostando da nossa comunidade, Jat? – Perguntou Dió, ao chegarem à plantação. – Veja como tudo aqui é lindo. A Mãe Terra nos dá o alimento e nós retribuímos com as sementes para que ela continue sempre florescendo.
- É realmente muito bonito. – Jonathan baixou a cabeça, desviando o olhar, ao responder o, apesar de conhecido há pouco tempo, amigo.
As palavras de Dió perfuravam as entranhas de Jonathan. Saber que tudo aquilo, inclusive os seres humanos, poderia ser destruído pelos futuros invasores, começava a lhe pesar como uma enorme responsabilidade.
- A Terra será atacada daqui a três meses. – Disse Jonathan, acatando a sugestão de Giovanni. – Uma nave virá e dominará o planeta. A raça humana será provavelmente morta ou escravizada.
- Se essa for a vontade superior, que assim seja então. Nós não lutamos, cara. Aqui a paz é a lei. Só matamos o que comemos.
- Mas precisamos ao menos avisar os líderes do planeta.
- Ninguém acreditaria em vocês. Eu vi vocês chegarem e ainda num acredito. Além do mais, vocês são Aliens, cara, se o governo souber disso vão levar vocês pra estudos e vocês num vão nem ter tempo de contar sua história.
Jonathan logo se lembrou do que contou o estranho habitante da Estação 3000, sobre um dos seus semelhantes que havia perdido a vida durante uma missão na Terra, mas sua reflexão foi repentinamente interrompida por um estrondo alto e perturbador, que ele jamais ouvira antes.
- O que é isso?
- É um trovão, cara. Me ajuda aqui com esses sacos que tá vindo uma chuva brava. – Respondeu Dió, jogando uma pesada saca de grãos sobre o lombo de um dos cavalos e depois apontando pra uma nuvem muito escura que se aproximava no horizonte. – Você já viu a chuva?[1]
Como que numa enxurrada de pensamentos inundando sua mente, um antigo clássico do rock´n roll, de sua banda favorita e qual rendera o nome de sua antiga nave, fez mais sentido do que nunca para Jonathan.
- A chuva! – Proclamou para si mesmo, erguendo as mãos para sentir as primeiras gotas geladas que tocavam sua pele ao cair do céu. Mais uma nova sensação dentre as tantas que ele jamais esqueceria.

...
   
Os simples reparos na fuselagem da nave se estenderam durante os dias, semanas e meses que passavam, e a motivação para concluí-los e fugir era gradualmente substituída pelo prazer proporcionado pelos trabalhos cotidianos na comunidade, como o plantio e o tratamento dos animais. As diferentes experiências que cada novo dia proporcionava faziam com que cada vez menos tempo fosse despendido na execução do plano inicial de Jonathan e Giovanni.
Pouco menos de um mês antes da data prevista para o ataque, em uma das poucas tardes em que eles optaram por trabalhar, auxiliados por Dió e Xeren, no conserto do Delta, uma jovem e atraente hippie, loira de cabelos bem longos e lisos, olhos claros, usando roupas coloridas e uma grande flor no cabelo, adentrou, afoita, o celeiro.
- Ágata! – Exclamou Xeren, correndo em direção a garota e em seguida abraçando-a e beijando sua boca.
Ágata era a namorada de Xeren, e uma das poucas pessoas na comunidade que sabia sobre o segredo dos extraterrestres.
- Estão querendo derrubar o Baobá. – Disse ela em prantos.
Xeren abraçou-a mais forte, confortando-a.
- Nossa comunidade não vai permitir que esse crime aconteça!

O Baobá, como Ágata havia se referido a ele, era uma árvore, mas não qualquer árvore, era simplesmente a mais valha da cidade, com 350 anos, e também a de tronco mais grosso, medindo cerca de quinze metros de diâmetro.
A comunidade hippie já estava em estado de alerta há algum tempo, desde que foi anunciada a abertura de uma nova estrada, justamente através do bosque onde o Baobá se encontrava, e inevitavelmente o dia da derrubada chegou. Uma comitiva de madeireiros, juntamente com suas grandes máquinas, adentrou o bosque e já iniciavam os preparativos para enfrentar a imponente árvore quando, unidos, todos os integrantes da comunidade e também Jonathan e Giovanni, que muito se interessavam nas atividades relacionadas à natureza, deram as mão, formando um enorme circulo de pessoas em torno da árvore, e entre ela e os madeireiros.
A atitude corajosa daquelas pessoas atraiu uma série de repórteres e também famosas organizações que defendiam a preservação dos recursos naturais do planeta. Até mesmo os governantes da cidade e do estado compareceram a manifestação.
O resultado de toda essa movimentação não podia ser outro senão positivo. Com o decreto dos governantes, os madeireiros foram obrigados a se retirar e a abertura da estrada foi adiada, com a promessa de um replanejamento que gerasse menor impacto ao meio ambiente.
Durante o jantar, o orgulho preenchia o coração de Jonathan e Giovanni. Mesmo sendo este um assunto totalmente distante do seu plano inicial, a atitude de solidariedade para com o planeta, que a pouco haviam tomado, lhes engrandecia o ser e lhes dava uma indescritível sensação de bem-estar. Bem-Estar tal que incentivava a alegre e agitada conversa a mesa.
- Vocês viram toda aquela gente? – Comentou Jat.
- Até o governador estava lá! – Completou Xeren
- Aqueles caras se ferraram legal! – Continuou Giovanni, fazendo um gesto obsceno com as mãos.
- Amanhã estaremos em todos os jornais... – Emendou Dió, esticando as mãos como se estampasse no ar o título de uma manchete. – Hippies salvam árvore centenária!
O jantar daquela noite foi especial. A vitória da natureza sobre seus agressores era digna de comemoração. A saborosa comida da fazenda aguçava o paladar de Jonathan e Giovanni. Nunca, em toda sua vida na Estação 2000, eles haviam experimentado comida tão deliciosa e, muito pelo contrário, apenas conheciam o alimento sintético distribuído na estação. A suculenta sobremesa só veio para encerrar, com chave de ouro, aquele dia especial que, para sempre, ficaria em suas memórias.
  
Na mesma noite, deitado sobre o catre improvisado onde dormia, Jonathan olhava pensativo, como se nada visse a sua frente, em direção ao teto.
- Irmão, tá dormindo? – Perguntou.
- Estava. – Respondeu Giovanni, despertado do sono leve que antecede a total inconsciência.
- A Terra não deve ser destruída. Essas pessoas têm boa vontade. São ignorantes, mas se trabalhassem pelo planeta, acredito que ele poderia ser salvo.
- Em que você está pensando?
- Esses invasores mataram nossas mulheres. Não merecem ocupar um planeta tão belo.
Giovanni, já entendendo onde Jonathan chegaria com aquela conversa, levantou e sentou-se, de frente para o amigo, na beirada de seu catre.
- Temos uma das ogivas deles, talvez tenhamos uma chance.
- Não temos mais nada a perder... – Levantando-se também, Jonathan olhou nos olhos de Giovanni e, cumprimentando-o com um forte aperto de mão, concluiu. – Vamos Lutar!



[1] Você já viu a chuva é a tradução do inglês para Have you ever seen the rain, música da banda Creedence Clearwater Revival.


Nenhum comentário:

Postar um comentário